Foto de Diego Macagnan
Na noite de quinta-feira, 22 de agosto, aproximadamente 100 pessoas, representando diversos setores da sociedade de Frederico Westphalen e região, se reuniram no Salão Nobre da Associação Empresarial ACI/CDL de Frederico Westphalen (AEFW) para participar da Audiência Pública convocada pelo União Frederiquense. Durante o evento, conduzido pelos ex-presidentes Edison Cantarelli e Vinícius Girardi, com a participação do também ex-presidente Celson Oliveira e do diretor financeiro Pedro Gelson da Costa, foi destacada a delicada situação financeira do clube, que atualmente enfrenta uma dívida substancial. Segundo os responsáveis, o montante das dívidas do União Frederiquense alcança R$ 5.741.085,00, valor sujeito a variações devido a correções e juros acumulados ao longo do tempo.
A dívida do clube encontra-se distribuída entre várias instituições financeiras e credores, com os maiores débitos registrados junto ao Sicredi, totalizando R$ 1.880.000,00, a ser parcelado a partir de dezembro de 2024, e ao Sicoob, com um total de R$ 1.420.000,00, parcelado em 120 meses a partir de novembro do mesmo ano. Além disso, existem valores significativos a serem pagos à Cresol, no valor de R$ 250.000,00, cujos pagamentos mensais de R$ 7.800,00 estão em andamento, e outros credores, incluindo pessoas jurídicas e físicas, bem como encargos e impostos pendentes, que, somados, resultam em um cenário financeiro que exige medidas emergenciais. Entre essas pendências estão R$ 1.619.441,00 destinados a pessoas jurídicas, R$ 200.000,00 em encargos e impostos e R$ 119.244,00 referentes a ações trabalhistas. Para diminuir a dívida por exemplo com o Sicredi, serão oferecidos quatro terrenos no entorno da Arena, que poderão amortizar a dívida em quase R$ 1 milhão.
Durante a audiência, também foi discutida a situação patrimonial do clube, que inclui a Arena União, avaliada em R$ 11.500.000,00, além de terrenos e bens móveis estimados em aproximadamente R$ 2.000.000,00, totalizando um patrimônio de R$ 13.500.000,00. Em resposta a esse panorama, foram estabelecidas diversas metas e estratégias voltadas para o saneamento das finanças do clube, entre elas, a manutenção de um Comitê Gestor, responsável pela administração da dívida, e a formação de novos Conselhos de Administração e Deliberativo, ações que dependem fortemente do apoio da comunidade para serem concretizadas.
No curto prazo, as principais iniciativas incluem a parceria com a empresa Volters, que tem o potencial de gerar uma receita recorrente de cerca de R$ 500.000,00 a partir da fatura de energia, a venda de 30 títulos remidos até o final deste ano, com cada título avaliado em R$ 35.000,00, e a busca por novos investidores, seja para a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ou para a gestão do futebol. Adicionalmente, o debate sobre uma Parceria Público-Privada com o município, no contexto da Arena União, foi apontado como uma meta crucial, embora seus impactos financeiros não sejam imediatos.
Além de detalhar a situação financeira, a audiência pública teve como objetivo sensibilizar a comunidade sobre a importância de seu apoio para a recuperação e estabilização do União Frederiquense, especialmente em um momento que é considerado decisivo para o futuro do clube.
A partir de agora, a comissão que atuou na audiência trabalhará até que a próxima gestão assuma o comando. Os ex-presidentes irão coordenar a transição para a nova composição que será formada, com a expectativa de que os convites para os novos membros do Conselho Deliberativo, assim como para o presidente e os nove vice-presidentes, sejam feitos o mais breve possível, garantindo, assim, que o clube continue em funcionamento em 2025.
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