Exportações do agronegócio gaúcho tem redução de 4,3% no segundo trimestre de 2024
O trimestre abrange os meses em que o Estado foi afetado pelos fenômenos climáticos severos
Publicado em 22/08/2024 às 10:20
Atualizado em 22/08/2024 às 10:29
Capa Exportações do agronegócio gaúcho tem redução de 4,3% no segundo trimestre de 2024

As exportações do agronegócio gaúcho atingiram US$ 3,6 bilhões no segundo trimestre de 2024, valor 4,3% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. O trimestre abrange os meses em que o Estado foi afetado pelos fenômenos climáticos severos que prejudicaram a logística para as vendas externas. O período coincidiu, ainda, com a continuidade na tendência de baixa nos preços das principais commodities agropecuárias, entre elas a soja, com redução de 15% nos preços médios de exportação. Em termos absolutos, a queda no valor exportado entre abril e junho foi de US$ 158,5 milhões.

Entre os cinco principais segmentos do agronegócio, as vendas do complexo soja (total de US$ 1,47 bilhão; +5,3%) lideraram o ranking, seguido das carnes (US$ 566,76 milhões; -14,9%), fumo e seus produtos (US$ 517,85 milhões; +9,9%), produtos florestais (US$ 378,43 milhões; +13,3%) e cereais, farinhas e preparações (US$ 184,69 milhões; -40,2%). O agronegócio foi responsável por 72,8% das exportações totais do Rio Grande do Sul no trimestre.

No acumulado do ano, as vendas externas do segmento somaram US$ 6,5 bilhões, queda de 12,8% na comparação com o primeiro semestre de 2023, uma redução de US$ 952,2 milhões. Os dados das vendas no segundo trimestre e acumulado de 2024 estão no boletim Indicadores do Agronegócio do RS, divulgado nesta quinta-feira (22/8). A publicação do Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG), foi elaborada pelo pesquisador Sérgio Leusin Júnior e inclui também dados sobre o emprego formal no agronegócio.

Segundo trimestre 2024

O avanço nas exportações do complexo soja é explicado pelo aumento nas vendas da soja em grão (total de US$ 1 bilhão; +30,9%), principal produto do setor, que compensou as quedas no farelo de soja (total de US$ 374,70 milhões; -22,8%) e do óleo de soja (US$ 96,88 milhões; -35,0%). "Apesar dos desafios causados pelas enchentes, as estimativas atuais da produção de soja indicam um aumento substancial em relação ao registrado no ciclo passado", ressaltou o pesquisador Sérgio Leusin Júnior. 

Outros setores que avançaram em vendas no trimestre foram o de fumos e seus produtos, com o aumento no comércio do fumo não manufaturado (total de US$ 474,21 milhões; +13,6%), e o de produtos florestais, com destaque para a celulose (total de US$ 287,71 milhões; +32,4%). 

Nas carnes, o material do DEE/SPGG indica uma queda geral nos embarques, mais intensa nas vendas da carne de frango (total de US$ 327,02 milhões; -11,9%), da carne suína (total de US$ 145,70 milhões; -12,9%) e da carne bovina (total de US$ 62,65 milhões; -24,3%).

Nos cereais, farinhas e preparações, como já era esperado após um período atípico em 2023, a queda no milho foi de aproximadamente 100% em relação ao segundo trimestre de 2023, com vendas de apenas US$ 3,09 mil dólares. O arroz (total de US$ 113,32 milhões; - 28,9%) e o trigo (total de US$ 50,87 milhões; -33,7%) também colaboraram para a redução de todo o segmento.

Em relação aos destinos das exportações, a China permanece na liderança, responsável pela compra de 34,1% do total das exportações gaúchas do agronegócio, seguida da União Europeia (12,7%), Estados Unidos (6,2%), Coreia do Sul (3,4%) e Irã (3,1%). 

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