Farsul critica burocracia em Medida Provisória de renegociação de dívidas rurais
Federação alerta que novas regras podem atrasar plantio e aumentar insegurança entre produtores
Publicado em 02/08/2024 às 17:00
Capa Farsul critica burocracia em Medida Provisória de renegociação de dívidas rurais

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) emitiu uma nota nesta sexta-feira, 1º, aos produtores rurais gaúchos, criticando a Medida Provisória Nº 1.247/2024, que oferece descontos para a liquidação ou renegociação de parcelas de crédito rural. Segundo a Farsul, a medida, em vez de aliviar, trouxe mais ansiedade e insegurança devido à burocracia envolvida, que pode atrasar o plantio da nova safra.

A nota, assinada pelo presidente da Farsul, Gedeão Pereira, destaca a preocupação com os processos necessários para a manutenção das atividades agrícolas após as enchentes. A Federação critica a MP por limitar seus efeitos às cheias de abril e maio deste ano, ignorando o endividamento acumulado por estiagens nas últimas temporadas. Além disso, as regras estabelecidas ainda precisam de complementação por decretos, resoluções e instruções normativas, o que pode retardar a implantação de novas lavouras.

A Farsul pede aos produtores e à sociedade que permaneçam atentos e mobilizados para que suas reivindicações sejam atendidas. “Temos um Estado a reconstruir! Nossa história ensina que é fundamental encontrar rapidamente os pontos de equilíbrio e rumar ao futuro. O setor rural gaúcho, que tanto serviço presta à sociedade brasileira e mundial, provendo alimentos, vestimentas e energia a milhões de pessoas, apela, a todos, pela imperativa necessidade de foco e celeridade na construção das soluções definitivas, as quais ao cabo, serão de valia a toda a sociedade”, concluiu a nota.

Em julho, a Farsul apresentou aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), um modelo de MP com soluções defendidas pela entidade. As propostas incluem a prorrogação das dívidas acumuladas devido às adversidades climáticas dos últimos anos e a criação de uma linha de crédito com juros de 3% ao ano, 15 anos de prazo e dois anos de carência.

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