Foto de Christiane Matos / FGF
Devido à não conformidade com a documentação exigida pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF), clubes tradicionais como Tupi FC, São Borja, SER Santo Ângelo, entre outros, foram excluídos da competição. A FGF, sem fornecer suporte financeiro aos clubes, irá cobrar todas as taxas e inscrições necessárias. A informação foi divulgada pelo Guia Crissiumal. O clube está com pendências burocráticas e financeiras junto à FGF e também não possui a liberação dos alvarás de segurança do Estádio Rubro-Negro para 2024.
A FGF realizou o Conselho Técnico do Gauchão Série B 2024 na tarde desta quarta-feira, 24, determinando que a competição contará com a participação de nove equipes, com início previsto para o dia 15 de setembro e término em 8 de dezembro. Após deliberação entre as equipes presentes, foi definida a fórmula de disputa da competição: os nove times serão divididos em dois grupos regionalizados. Na primeira fase, os clubes jogarão entre si dentro dos grupos em turno e returno, com os dois melhores de cada chave avançando para o mata-mata. As semifinais e finais serão disputadas em jogos de ida e volta, e os dois finalistas garantirão acesso ao Gauchão Série A2 2025.
Confira os grupos:
Grupo 1: Elite, Guarani-VA, Gramadense e Apafut
- Grupo 2: Real Sport Club, São Paulo, Farroupilha, Rio Grande e FBC Riograndense
O presidente da FGF, Luciano Hocsman, procurou a reportagem da LA para expôr a visão da entidade sobre a retirada dos três clubes da Série B do Gauchão. Segundo Hocsman, uma nota enviada ao LA+, nas quais explica os motivos pela tomada de decisão da FGF sobre o caso do Tupi e demais times.
Nenhum clube foi excluído do Gauchão Série B. A competição é por adesão, ou seja, os clubes interessados em participar precisam cumprir com os requisitos publicados no edital para se habilitarem ao Conselho Técnico.
No caso específico dos clubes Tupi FC, São Borja e SER Santo Ângelo, nenhum deles tinha documentação completa para liberação dos seus estádios. A FGF não pode fazer uma competição profissional, sem o cumprimento de toda documentação prevista na Lei Geral do Esporte. Além disso, os três têm pendências financeiras de longa data dentro da FGF, muitas advindas de multas aplicadas pelo TJD e também de impostos que se originaram de borderôs, cuja responsabilidade de recolhimento é do clube, mas se o clube não paga, quem paga é a Federação. O Gauchão Série B nunca teve repasse de valores, pois não se tem patrocínio, nem arrecadação. As taxas que são cobradas por jogo não pagam 30% da despesa total, com arbitragem e taxas administrativas.
* Atualizada às 16h24 do dia 26 de julho de 2024
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