Foto de Reprodução/Andes-SN
Os professores das universidades federais decidiram neste domingo, encerrar a greve nacional dos docentes, iniciada ainda em abril deste ano em instituições de ensino superior de todo o país.
A decisão foi tomada após a conclusão de assembleias estaduais, que reuniram maioria de votos a favor da proposta de reajuste enviada pelo governo do presidente Lula no início deste mês.
Segundo o Andes, Sindicato Nacional dos Docentes, das Instituições de Ensino Superior, o comando nacional da greve decidiu encerrar as paralisações a partir desta quarta-feira, 26, quando a entidade deve assinar um acordo junto ao Ministério da Gestão e Inovação, a fim de consolidar os termos da proposta.
As paralisações deverão ser completamente finalizadas até o próximo dia 3 de julho, ainda de acordo com a entidade.
O retorno às aulas dependerá, no entanto, da decisão interna de cada instituição federal de ensino. Caberá às universidades definir o próprio calendário acadêmico.
Antes do anúncio do Andes, outras categorias envolvidas na greve da educação federal também decidiram encerrar as paralisações. Somente os técnicos-administrativos, ligados às universidades federais, ainda não aceitaram o acordo.
A decisão deste domingo põe fim a uma greve que durou mais de 60 dias. Também confirma um movimento de abandono à paralisação por parte de professores de instituições do país.
Até este domingo, de acordo com a entidade que representa os docentes, 55 universidades ainda estavam de greve.
Ao longo da última semana, no entanto, diversas instituições deram sinalizações de que deixariam o movimento, e aceitariam os termos da proposta enviada pelo governo.
Neste domingo, antes do anúncio dos professores das universidades federais, outras categorias também decidiram encerrar a paralisação.
A proposta acatada pelos professores das federais, prevê reajustes de 9% em janeiro de 2025, e 3,5% em maio de 2026, com percentuais diferentes para cada classe profissional.
O acordo proposto pelo governo ainda prevê a revogação de uma portaria, editada em 2020, que elevou a carga horária mínima semanal, para os professores.
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