Semeadura do trigo segue no Rio Grande do Sul
A ocorrência de chuvas em volumes maiores provocou danos por erosão em lavouras recém-plantadas
Publicado em 21/06/2024 às 10:16
Capa Semeadura do trigo segue no Rio Grande do Sul

A semeadura do trigo no Rio Grande do Sul foi impulsionada pelas condições ambientais de tempo seco e temperaturas elevadas para a estação, resultando em significativa expansão da área cultivada. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira, 20, pela Emater/RS-Ascar, as chuvas nos últimos períodos, em volumes moderados na maior parte do Estado, facilitaram o processo de emergência das lavouras de trigo recém-semeadas. No entanto, em algumas regiões, a ocorrência de precipitações em volumes maiores provocou danos por erosão em lavouras recém-plantadas.

A Emater/RS-Ascar está realizando o levantamento de intenção de plantio para a safra 2024, que será apresentado na próxima semana (28/06), quando serão celebrados os 35 anos do Informativo Conjuntural, completados nesta sexta-feira, 21. 

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, por exemplo, a área plantada com trigo aumentou de forma significativa, aproximando-se de 75%, e deve ser concluída até o dia 20 de julho, quando se encerra o período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). No entanto, há relatos de baixa disponibilidade de sementes no comércio local. Além disso, muitas sementes da safra anterior armazenadas pelos produtores apresentam baixa taxa de germinação e vigor.

Aveia branca - A cultura está em avançado estágio de implantação, aproximando-se da finalização. Apesar do desenvolvimento inicial satisfatório, algumas áreas enfrentaram infestações de pulgões e complexo de manchas foliares, o que justificou, em muitos casos, controle químico. Esses problemas foram exacerbados pelas altas temperaturas das últimas semanas. Com a chegada de uma nova frente fria, espera-se que melhore o cenário fitossanitário da cultura, cuja perspectiva para esta safra (2024) é de aumento da área cultivada, em comparação com a anterior (2023), quando foram cultivados 364.989 hectares, com produtividade de 1.619 kg/ha (IBGE).

PASTAGENS E CRIAÇÕES
Apesar da melhora da situação das pastagens, em algumas regiões, devido à redução das chuvas e da boa insolação, ainda ocorre, em grande parte das propriedades, atraso no desenvolvimento das pastagens de inverno e baixa disponibilidade de forragem nas pastagens perenes de verão e no campo nativo, mantendo a necessidade de suplementar os rebanhos com alimentos alternativos.

BOVINOCULTURA DE CORTE - A atividade de bovinocultura de corte enfrenta redução de produtividade como consequência da perda de qualidade dos campos nativos. O período foi positivo para o desenvolvimento das pastagens anuais de inverno, em razão da diminuição da umidade e do aumento da luminosidade. Os animais estão retornando ao pastoreio em campos nativos e a áreas de pastagens de inverno, o que reduz a dependência de volumosos e de rações. Os manejos de vacinação e desverminação estão sendo realizados para garantir a sanidade e para melhorar a reprodução do rebanho. Os produtores foram orientados sobre o prazo final para a Declaração Anual do Rebanho, que foi prorrogado para 31/07/2024.

BOVINOCULTURA DE LEITE - As condições do tempo foram favoráveis em algumas áreas, melhorando a disponibilidade de forragem e aumentando a produtividade dos animais. No entanto, outras regiões enfrentam desafios, como estradas de difícil acesso devido a alagamentos, prejudicando o manejo e a produção de leite. A gestão e controle de doenças, como mastite, e de carrapato continua sendo uma preocupação significativa em diversas propriedades.

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