Colheita de arroz se encerra no RS com 7,16 milhões de toneladas
Com as enchentes registradas no Estado, foram perdidos mais de 46 mil hectares do grão
Publicado em 17/06/2024 às 09:29
Atualizado em 17/06/2024 às 09:31
Capa Colheita de arroz se encerra no RS com 7,16 milhões de toneladas

Foto de Cleiton Ramão/Irga

A colheita do arroz se encerrou com uma produção de 7.162.674,9 toneladas no Rio Grande do Sul. Na safra 2023/2024, foram semeados 900.203 hectares de arroz irrigado. Destes, foram colhidos 851.664,22 hectares, correspondendo a 94,61% da área semeada, com uma média de produtividade de 8.410,21 kg\ha. Os dados estão no relatório final divulgado, nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

Ainda estão em processo de colheita 1.548 hectares (0,17%). Com as enchentes registradas no Estado, foram perdidos 46.990,59 hectares (5,22% da área semeada), concentrados principalmente na Região Central do Estado. Esses dados são levantados semanalmente pelas equipes dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) do Irga, junto aos produtores gaúchos, distribuídos pelas regiões arrozeiras do Rio Grande do Sul.

Na safra 2022/2023, foram semeados 839.972 hectares, com uma produção total de 7.239.000 toneladas.

O presidente do Irga, Rodrigo Machado, destacou que o Rio Grande do Sul responde por 70% da produção nacional do grão. “Os dados desta safra comprovam o que o Irga já vem manifestando desde o início do mês de maio, que a safra gaúcha de arroz, dentro da sua fatia de produção no mercado brasileiro, garante o abastecimento do país. Dessa forma, não há, tecnicamente, justificativa para a importação de arroz no Brasil”, garantiu Machado, ao avaliar que os números são muito similares ao da safra passada.

– Os dados trazidos no relatório superam, inclusive, com pequena margem, as estimativas que tínhamos antes das enchentes. Isso nos dá segurança para manter o posicionamento de que nunca houve justificativa técnica que comprovasse a tendência de desabastecimento de arroz no Brasil, em função da calamidade pública do Estado –, afirmou o secretário-interino da Seapi, Márcio Madalena.

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Almir Felin