IBGE diz que RS será responsável por 70% da produção nacional de arroz em 2024
Apesar do aumento na produção, as condições climáticas adversas impactaram negativamente a produtividade
Publicado em 14/06/2024 às 11:11
Capa IBGE diz que RS será responsável por 70% da produção nacional de arroz em 2024

O Rio Grande do Sul será responsável por 70% da produção nacional de arroz em 2024, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril, divulgado nesta quinta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção nacional do cereal está estimada em 10,5 milhões de toneladas, das quais 7,3 milhões de toneladas serão produzidas no Rio Grande do Sul, representando um aumento de 2,6% em relação a 2023.

Apesar do aumento na produção, as condições climáticas adversas impactaram negativamente a produtividade. “As condições climáticas não favoreceram o cultivo, apresentando queda na produtividade por conta do excesso de chuvas nos primeiros meses de implantação da cultura, assim como um maior período de nebulosidade, comprometendo diretamente o desempenho da cultura a campo”, informou o IBGE em nota.

Mesmo com uma queda de 4,3% na produtividade, houve um aumento de 7,1% na área colhida. Esse incremento é atribuído aos recentes aumentos nos preços do cereal, que incentivaram muitos rizicultores a expandirem suas áreas de plantio, após anos alternando entre arroz, milho e soja devido à maior rentabilidade dessas culturas.

Contudo, as fortes chuvas que atingiram o estado no fim de abril geram preocupações. Em comparação ao relatório anterior, a estimativa de produção caiu 1,6%, com uma redução de 0,9% na área colhida e 0,7% no rendimento médio.

Carlos Alfredo Guedes, gerente da pesquisa do IBGE, destacou que mais perdas nas culturas do Rio Grande do Sul devem ser calculadas nos próximos relatórios, já que a obstrução das estradas impediu a realização do levantamento em todos os municípios afetados.

Apesar das preocupações com a qualidade do arroz gaúcho, Guedes não prevê falta do produto nos próximos meses devido à entrada da nova safra. “A qualidade do arroz que não havia sido colhido está pior, mas ainda não conseguimos estimar com precisão”, afirmou, ressaltando que a principal questão nas áreas ainda não colhidas é a perda de qualidade do grão.

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