Nos últimos meses, a temperatura da água do Oceano Pacífico vem baixando. E essa queda, segundo especialistas, indica a aproximação do final do fenômeno El Niño – que contribuiu para o aumento da chuva no Rio Grande do Sul. Mas, a transição para o La Niña não é imediata.
A tendência é que no restante junho as águas do Pacífico Equatorial se resfriem mais com neutralidade (sem El Niño ou La Niña) de curta duração. No decorrer do inverno, a La Niña deve ser declarada, porém mais tardiamente do que algumas projeções indicavam no começo do ano, como já em junho.
As previsões apontam que o próximo evento deve iniciar no fim do inverno (20 de junho a 22 de setembro). Enquanto isso, o Estado terá dias de neutralidade climática, sem a influência dos fenômenos.
Segundo relatórios da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) dos Estados Unidos, agência que é referência para meteorologistas, a temperatura do Pacífico chegou a 2°C acima da média em dezembro do ano passado.
Na virada para 2024, teve início a tendência de diminuição, com 1,8°C em janeiro, 1,5°C em fevereiro e 1,1°C em março. Esta última é a medição mais atual até o momento. Apesar do resfriamento, foi a maior temperatura para o mês de março desde 2016, quando chegou a 1,6°C.
Na previsão da Climatempo, o La Niña também deve começar a se desenvolver no final da próxima estação. Entre os principais efeitos do fenômeno, está o favorecimento do avanço de massas de ar frio de origem polar para áreas do centro-sul da América do Sul, que muitas vezes ingressam para o sul e sudeste do Brasil.
Temperaturas
Em relação à temperatura, a Climatempo aponta que há indícios de que os termômetros ficarão entre a média e abaixo dela durante os meses de inverno, especialmente junho e agosto, com frio mais constante em áreas da metade sul gaúcha. Os dias quentes ainda podem ocorrer, mas não serão tão numerosos. Para Porto Alegre, considerado o período de 1991 a 2020, a temperatura média do inverno é de 14,7°C.
As frentes frias devem ser mais curtas. O inverno deve começar mais úmido e terminar mais seco, especialmente a partir de julho.
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