Foto de Ana Claudia Oliveira/Divulgação
As recentes e intensas chuvas que assolam o estado do Rio Grande do Sul desde o início da semana têm gerado apreensão quanto aos impactos na produção agrícola, especialmente de grãos. De acordo com as projeções da Emater/RS-Ascar e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos no Estado é esperada para ultrapassar a marca dos 30 milhões de toneladas, sendo a soja responsável por mais de 20 milhões desse total.
Contudo, mesmo com números tão expressivos, a quantificação precisa das perdas ainda é uma incerteza, conforme aponta Alencar Rugeri, agrônomo e especialista em grãos da Emater. A situação é complexa e envolve diversos fatores que só poderão ser avaliados com precisão após o término das precipitações.
Claudinei Baldissera, diretor técnico da Emater, revelou que, até o momento, cerca de 75% da área plantada com soja já foi colhida, mas os 25% restantes enfrentam desafios devido à incidência contínua das chuvas, principalmente em regiões baixas e suscetíveis a inundações. Da mesma forma, a colheita de milho atingiu aproximadamente 85%, restando apenas aquelas áreas em que os agricultores priorizaram a soja.
Os impactos das chuvas na produção agrícola podem ser categorizados em três tipos, conforme apontado por Rugeri: a perda de nutrientes e solo, a perda real de plantações, especialmente em áreas de relevo mais baixo, e a perda de qualidade e volume dos grãos, devido à persistência das chuvas e à capacidade de brotação dos grãos nas vagens.
A preocupação persiste, sobretudo nas regiões mais ao Sul do Estado, onde a análise pós-evento será essencial para determinar os danos finais na produção de grãos.
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