As últimas semanas foram de altas temperaturas em todo o território gaúcho. Em diversas regiões, houve variabilidade no volume de chuvas, que foram insuficientes na maioria das áreas, provocando sintomas de déficit hídrico nas lavouras de soja.
As etapas de florescimento e de enchimento de grãos exigem chuvas para o bom desenvolvimento, para o aumento do índice de fecundação das flores e para a perfeita formação dos grãos. Nas áreas irrigadas e onde os volumes de chuva foram maiores, as lavouras se desenvolvem muito bem, apresentando adequado potencial produtivo.
Além da preocupação em relação ao clima, o preço em queda também deixa os sojicultores do Rio Grande do Sul em alerta, podendo comprometer tanto a produtividade das lavouras quanto a rentabilidade da atividade. O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,94% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 113,91 para R$ 111,70 a saca de 60 quilos.
Quanto ao manejo fitossanitário, segue intensa a atividade de aplicação de fungicidas, principalmente para a prevenção, e controle da ferrugem-asiática.
As chuvas intensas no início do ciclo da cultura, favoreceram o desenvolvimento da doença, mas mesmo com a baixa umidade nas últimas semanas, o monitoramento e aplicação do protocolo de controle preventivo, continuam sendo realizados.
Os produtores estão preferindo, aplicações de defensivos agrícolas, no período da noite, devido às condições meteorológicas, de dias extremamente quentes e abafados, nas manhãs e tardes. A previsão indica que, nos próximos sete dias, as temperaturas estarão mais amenas no Rio Grande do Sul.
A estimativa é de que a área de soja no estado, some 6,7 milhões de hectares, com perspectiva de produtividade, de 3,3 mil quilos por hectare.
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