Fevereiro é o último mês do chamado verão meteorológico (trimestre de dezembro a fevereiro), embora o verão astronômico chegue ao fim apenas no dia 20 de março, à 0h04. Como mês de verão, obviamente é quente e costuma registrar dias de muito alta temperatura com chuva principalmente de natureza convectiva, ou seja, associada ao ar quente e úmido.
No Sul do Brasil, historicamente, o mês não costuma ser muito chuvoso na maioria das áreas. A exceção é para o Leste de Santa Catarina, do Paraná e às vezes o extremo Nordeste gaúcho por conta da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul, um canal de umidade que se origina na Amazônia, passa pelo Centro-Oeste e chega ao Sudeste.
Fevereiro, como mês do auge do verão, tem a comum irregularidade da chuva com significativa variabilidade nos totais de chuva de uma área para outra. Em um mês, ponto de um município pode ter muita chuva e outros baixos volumes de precipitação. Os volumes são determinados demais por pancadas que são isoladas.
Neste fevereiro de 2024, o mês começa com chuva muito escassa no Sul do Brasil. Um grande número de cidades da região Sul, sequer deve ter chuva na primeira semana do mês, em particular no Rio Grande do Sul.
Fevereiro, no geral, terá chuva irregular no Sul do Brasil. Haverá área dentro de um mesmo estado com precipitações abaixo e acima da média, mas, no geral, a maioria dos pontos deve ter chuva perto ou abaixo da média.
Com maior irregularidade na chuva, áreas que tiverem precipitação abaixo da média podem se ressentir no campo de escassez hídrica com estresse para as lavouras, como é o caso da soja que nesta época do ano tem seu período de maior demanda hídrica. Este era um risco que antecipávamos no prognóstico de verão.
Com o calor, o estresse vegetativo aumenta, e somente não é pior pela chuva volumosa dos últimos meses que garante índices de umidade no solo muito mais altos que nos últimos verões.
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