Os níveis apropriados de umidade no solo, as elevadas temperaturas e a exposição à radiação solar proporcionaram a aceleração do crescimento da soja na região Noroeste do Rio Grande do Sul, panorama que se assemelha em todo o Estado. Como consequência das chuvas anteriores, foi observada significativa melhoria nas condições das lavouras de soja.
As plantas apresentam emissão de folhas novas bem desenvolvidas. Nas áreas de cultivares precoces, o período de formação das vagens se iniciou, e a fixação deverá ser satisfatória, dadas as condições ambientais favoráveis.
Em razão das chuvas regulares, o monitoramento de doenças tem sido constante, sendo adotados intervalos menores entre as pulverizações. No Oeste do Estado, há relato da presença de percevejo nas lavouras. Entretanto, os produtores têm sido orientados a utilizar inseticidas somente a partir da fase de formação das vagens, pois, nas fases vegetativa e de floração, o impacto desse inseto na cultura é baixo. Esses cuidados em relação ao estágio das plantas promove a racionalização do uso de inseticidas, bem como evita os riscos de ocorrência de mortalidade de insetos polinizadores.
Em virtude do clima favorável, a expectativa é de safra recorde no Estado. Estimativas indicam que a produção tem potencial para superar as 23 milhões de toneladas. Segundo levantamento das cooperativas, o rendimento médio das lavouras deve ser de 45 a 65 sacas por hectare.
Em oposição ao cenário animador de produção, os preços ofertados tem preocupado as cooperativas gaúchas. Em queda, os preços internos da soja operam nos menores patamares nominais desde agosto de 2020.
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