Em mais uma rodada de negociação pelo preço do tabaco, a Fetag-RS, juntamente com as demais entidades que representam os produtores de tabaco, firmaram acordo com a empresa JTI pelo terceiro ano consecutivo. A empresa apresentou proposta com 2,94% de ganho real ao produtor, totalizando 8% de reajuste em relação à safra passada.
Com isso, o valor do quilo do BO1 passa para R$ 22,46. A variação do custo de produção apurado do Virgínia foi de 5,06%. Já para o Burley, cuja variação do custo de produção apurado é de -1,77%, foi firmado acordo de um reajuste de 6,56%, não linear, em razão da criação de um plus em quatro classes que valorizam o tabaco de alta qualidade. Com a proposta, o produtor recebe um ganho real de 8,33%. O valor do B1 do Burley passa a valer R$ 20,01.
Não houve acordo com as demais empresas que participaram das reuniões, já que as propostas foram consideradas insuficientes.
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O presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, que participou das reuniões, afirma que não serão assinados protocolos com empresas que não apresentem o custo de produção e percentual de ganho real ao produtor.
– A avaliação que nós fizemos da safra deste ano é que foi uma safra menor que a safra do ano passado, mas é uma safra boa de qualidade. O cenário este ano para a fumicultura está muito bom, pois nós temos uma safra menor, então não há estoque nas empresas aqui no Brasil, e o mercado lá fora está aquecido e o dólar estabilizado. Por isso não há nenhuma desculpa para as empresas não repassarem essa lucratividade ao produtor –, avalia.
Joel também ressalta que, no próximo dia 25, quando haverá mais uma rodada de reuniões, “as empresas que não estiverem dispostas cobrir o custo de produção, nem precisam comparecer, pois não haverá acordo. O repasse do custo é obrigação”.
Aos produtores, a Fetag-RS orienta que "valorizem o suor de suas famílias, negociem apenas na propriedade, não aceitando classificação nas empresas, pois este é o momento em que o produtor deve valorizar o seu trabalho".
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