Rio Grande do Sul propõe mudanças para o calendário do plantio de soja em 2024/25
Ofício propõe um calendário de semeadura da soja regionalizado, separando o Estado em três setores
Publicado em 05/01/2024 às 17:00
Atualizado em 05/01/2024 às 10:59
Capa Rio Grande do Sul propõe mudanças para o calendário do plantio de soja em 2024/25

Foto de Eder Calegari/ Arquivo LA+

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), encaminhou ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com as propostas de datas para o vazio sanitário e a semeadura da soja no Rio Grande do Sul para a safra 2024/2025.

O ofício propõe um calendário de semeadura da soja regionalizado, separando o Estado em três setores: Sul-Sudoeste, Norte-Nordeste e Campos de altitude. Para a região Sul-Sudoeste, o período proposto vai de 1º de outubro de 2024 a 18 de janeiro de 2025 (110 dias); na região Norte-Nordeste, de 1º de outubro de 2024 a 28 de janeiro de 2025 (120 dias); e nos Campos de altitude, foi proposto o período de 1º de outubro de 2024 a 8 de janeiro de 2025 (100 dias).

– O Rio Grande do Sul vem sendo minado em seus calendários agrícolas devido aos revezes climáticos, muito pronunciados no período de semeadura das culturas de verão. A regionalização do calendário é uma resposta a esses eventos adversos, propiciando melhores condições para o plantio da soja –, explica o diretor do DDV, Ricardo Felicetti.

Conforme Felicetti, a regionalização da semeadura da soja também trará boas consequências para a cultura do milho. “O milho é impactado diretamente pelo calendário da soja, porque, em muitas lavouras do estado, seu cultivo antecede a soja. Além disso, trata-se de uma cultura estratégica para a produção agropecuária gaúcha”, detalha.

O período do vazio sanitário, que será igual em todas as regiões do Estado, ficou proposto para ocorrer de 3 de julho a 30 de setembro de 2024. Durante o vazio sanitário, não se pode manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento. “É uma estratégia para o controle da ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi”, conclui Felicetti.

Publicado por

Foto Almir Felin
Almir Felin