Foto de Thiago Henrique / Arquivo União Frederiquense
A história do União Frederiquense surgiu em meados de março de 2010, quando Marcio Bariviera, e o narrador, Samuel da Silva, fizeram o seguinte questionamento: por que Frederico Westphalen não tem um time de futebol profissional? Com tudo, era necessário contar com o apoio do Poder Público Municipal. Este apoio ocorreu no automóvel do prefeito à época, José Alberto Panosso, quando Samuel da Silva foi cobrir a vinda do Ministro da Saúde em Palmeira das Missões. Na carona do prefeito Samuel obteve um sim de Panosso. A partir desta conversa e das reuniões no Itapagé, o União Frederiquense — unindo o nome de FW e abraçando a região — surgiu, definindo suas cores — vermelho, verde e branco —, tendo sua mascote o Leão da Colina e que mandaria seus jogos no pulsante Vermelhão da Colina — que foi palco até 2017 de jogos inesquecíveis em Frederico Westphalen.
Após criar sua identidade, cujo objetivo era valorizar a história de Frederico Westphalen e região, no dia 3 de agosto de 2010, o União Frederiquense de Futebol tornou-se, oficialmente, o primeiro clube profissional da história de Frederico Westphalen.
No dia 27 de fevereiro de 2011, o União Frederiquense fez a sua estreia na Segunda Divisão do futebol gaúcho, vencendo o Santo Ângelo, por 2 a 1. Aproximadamente quatro mil pessoas viram Fabiano Veiga marcar os dois primeiros gols da história do Leão da Colina. Em 13 anos de existência, o União viveu momentos de altos e baixos em suas participações na Série A2 — chegando seis vezes nas fases finais: 2011, 2012, 2014, 2016, 2021 e 2023 —, na elite do futebol Gaúcho em 2015 e 2022, e comemorando dois títulos — Copa Valmir Louruz e Campeão da Série A2, obtendo a marca de 19 jogos de invencibilidade na competição.
De 2011 a 2017, o União sediou seus jogos no Vermelhão da Colina, estádio localizado junto ao Itapagé, com capacidade para 4,5 mil pessoas. Desde 2018, seus jogos são realizados na moderna Arena, construída com recursos próprios, na Linha Faguense, interior de Frederico Westphalen, tendo capacidade para três mil pessoas. Na inauguração de seu novo estádio, em 11 de março de 2018, o União derrotou o Passo Fundo por 2 a 1, em partida válida pela segunda rodada da Segunda Divisão do Futebol Gaúcho daquele ano.
Para o presidente do União Frederiquense, Edison Cantarelli, poucos clubes do Rio Grande do Sul, tem uma história tão intensa em tão pouco tempo quando o Leão da Colina.
— Fôssemos colocar num livro aí esses 13 anos da história pela intensidade, parece que são bem mais anos né? Mas precisamos destacar inicialmente aquelas pessoas que iniciaram o clube tiveram a ousadia de fundá-lo. Isso de demostra que essas pessoas que iniciaram o clube do zero. Tiveram ousadia de criar o clube do zero. Passado esses 13 anos, eu não tenho dúvidas aí do quão foi importante a criação do União Frederiquense não só para Frederico, mas para toda região — avaliou Cantarelli.
Saf e parceria com a MDEZ360
Desde o início do ano, a MDEZ360, do empresário Pablo Bueno, é responsável departamento de futebol e peça fundamental no processo de transformação do União Frederiquense em Sociedade Anônima do Futebol (Saf). O processo de Saf, bem como interessados, serão apresentados após a participação do União na Taça Rei Pelé.
No primeiro semestre, com um time formado por jovens promessas, o Leão da Colina chegou às quartas de final da Série A2, parando no Guarany de Bagé. Após a participação do Leão na Série A2, o time comandado por Claudio Junior foca suas atenções na Taça Rei Pelé. No domingo, 6, às 15h, recebe o Juventude B, em partida atrasada da segunda rodada do certame. Os ingressos estão à venda no valor de R$ 10,00 — na arquibancada geral —, R$ 20,00 — no setor social — e sócio-torcedor não paga entrada.
Confira a entrevista com Edison Cantarelli, presidente do União Frederiquense, ao LA FC desta quinta-feira, 3.
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