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Na caminhada ou na corrida, o primeiro passo costuma ser a escolha do tênis. Opções específicas para pés pronados e supinados ou com sistemas de amortecimento diferenciados prometem evitar lesões. Mas será que só isso é suficiente? Apesar de importante, a escolha do tênis não é o único fator a ser considerado para a segurança no esporte. Sozinho, o calçado não consegue evitar entorses de tornozelo ou problemas no joelho, por exemplo.
É preciso atentar para a mecânica dos movimentos, e é aí que a avaliação do tipo de pisada pode ajudar. Os pés suportam todo o peso do corpo, e as variações na forma de pisar alteram a distribuição dessa carga. Na maioria dos casos, o organismo se adapta e isso acontece sem provocar dores ou lesões. Porém, elas podem aparecer durante a prática de esportes de impacto, se não forem tomados os devidos cuidados.
Tipos de pisada
O tipo de pisada tem a ver com a anatomia do pé e também é influenciada pela musculatura e demais articulações. As pisadas podem ser classificadas como pronada, supinada ou neutra. Existem exames para identificar cada tipo com precisão. Mas é possível ter uma ideia olhando as solas dos seus sapatos mais antigos: onde elas ficam mais desgastadas?
- Pisada pronada: quando o maior desgaste do tênis aparece na lateral interna dos pés, demonstrando que a maior parte do peso corporal vai para essa área. Ocorre em pessoas com algum desalinhamento de joelho que leva a rotação das articulações para dentro.
- Pisada supinada: quando há desalinhamento articular no sentido oposto ao da pronada. A pessoa com a pisada supinada tende a apoiar primeiro a lateral externa dos pés, provocando maior desgaste nessa região do calçado.
- Pisada neutra: é a mais comum, em que o peso do corpo é distribuído de forma igual nos pés.
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