Caso Bernardo: Leandro Boldrini vai a novo julgamento em março
Tribunal de júri está marcado para 20 de março, em Três Passos 
Publicado em 01/03/2023 às 14:36
Atualizado em 01/03/2023 às 21:15
Capa Caso Bernardo: Leandro Boldrini vai a novo julgamento em março

Leandro Boldrini condenado, em 2019, a 33 anos de prisão pela morte do filho, em 2014, irá a novo júri determinado, após 1º Grupo Criminal do TJ-RS, anular julgamento em função da conduta de um promotor durante interrogatório. Leandro é acusado de ser o mentor intelectual pela morte do filho, Bernardo Uglione Boldrini, aos 11 anos, em abril de 2014, em Três Passos. O corpo de Bernardo foi encontrado na Linha São Francisco, interior de Frederico Westphalen. O novo júri está marcado para ocorrer em 20 de março de 2023, a partir das 9h30, no Salão do Júri do Foro, em Três Passos. A juíza Sucilene Engler Audino, titular da 1ª Vara Judicial da Comarca, negou o pedido de liberdade de Leandro.

A revogação da prisão preventiva foi negada porque a magistrada considerou que permanecerem inalterados os fundamentos que determinaram a prisão. O sorteio dos jurados foi em 15 de fevereiro.
Leandro Boldrini, e sua então companheira, Graciele Ugulini, além dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, foram a júri popular cinco anos depois. As outras três pessoas também foram condenadas no júri anterior, porém, em dezembro do ano passado, a defesa de Leandro conseguiu a anulação do julgamento.

Por quatro votos a três, o 1º Grupo Criminal do TJ-RS determinou que o médico tivesse um novo julgamento em função da conduta de um promotor durante o interrogatório dele em plenário. Para o relator, desembargador Honório Gonçalves da Silva Neto, o integrante do Ministério Público não realizava perguntas e, sim, argumentações.

Confira as condenações aos réus do caso Bernardo Boldrini:

  • A investigação apontou superdosagem do medicamento Midazolam como a causa da morte de Bernardo Boldrini. Para o Ministério Público, o pai do menino, Leandro Boldrini, foi o mentor intelectual do crime.
  • Leandro Boldrini foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão
  • Graciele Ugulini foi condenada a 34 anos e 7 meses de reclusão
  • Edelvânia Wirganovicz foi condenada a 22 anos e 10 meses
  • Evandro Wirganovicz foi condenado a 9 anos e 6 meses (ganhou liberdade condicional em 25 de março de 2019)

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Foto Diego Macagnan
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