O governo do Estado realizou um diagnóstico de problemas de infraestrutura e de necessidade de reformas nas escolas da rede pública estadual do Rio Grande do Sul. Os dados mostram que, das 2.311 escolas estaduais analisadas, apenas 99 estão adequadas e não precisam de obras.
Entre as demais instituições de ensino, há escolas com graus diferentes de problemas estruturais. São quatro níveis, em ordem decrescente (do maior para o menor):
Nível 4- Urgente
Nível 3 - Intermediário
Nível 2- Complementar
Nível 1- Sem identificação de necessidades
Pela rede estadual de ensino, Frederico Westphalen possui 13 escolas: a Esc Est Ens Med Cardeal Roncalli, Esc Est Ed Bas Sepé Tiaraju, Esc Est Técnica José Canellas, Esc Est Ens Fun Afonso Pena, Esc Est Ens Fun Conselheiro Edgar M de Mattos, Esc Est Ens Fun Verginio Cerutti CIEP, Esc Est Ens Fun Santo Inácio, Esc Est Ens Fun Nossa Senhora Fátima, Esc Est Ens Fun Waldemar Sampaio Barros, Esc Est Ens Fun Castelo Branco e a Esc Est Ens Fun Natalia Gadonski, estão com as suas estruturas com o nível intermediário de necessidade de reformas.
A estrutura do Núcleo e EJA e Cp Aprendendo a Aprende e Escola Estadual Monsenhor Vitor Batistella do Distrito de Castelinho, têm o nível complementar de infraestrutura.
Segundo Jogelci do Carmo Machado de Oliveira, coordenadora da 20ª Coordenadoria Regional de Educação (20ªCRE), em relação as 80 escolas, considerando a abrangência dos 28 municípios da coordenadoria regional, os problemas de infraestrutura das instituições de ensino não devem afetar o início do ano letivo previsto para esta semana.
–“Ao longo do mês de janeiro, a 20ª Coordenadoria Regional de Educação juntamente com a Seduc realizaram buscas, através de planilha e formulários junto as escolas, as quais disseram quais eram os problemas da infraestrutura que elas têm. Temos problemas a serem resolvidos a curto, longo e em médio prazo. Para o início do ano letivo não teremos problemas de infraestrutura para iniciar as aulas, mas temos alguns problemas pontuais, os quais estarão sendo tratados e atendidos tão breve seja, digamos, demandado pela secretaria os recursos para a resolução dos problemas. O governador, a Secretaria de Educação junto com a Secretaria de Obras estão já com toda todos esses problemas pontuais em mãos e tão breve se possa, estaremos realizando o atendimento das demandas das escolas”, destacou Jô do Carmo.
Níveis
De acordo com os níveis estruturais estabelecidos pelo governo do estado, o mais grave é o “urgente” e, de acordo com o governo, se refere a “escolas com risco de interferência do uso dos espaços e com possível impacto no início das aulas”. São 176 escolas com esta classificação, sendo que destas, duas já estão interditadas.
O segundo nível mais problemático foi chamado de “intermediário”. Conforme o governo, são “escolas com necessidades graves e complementares, como elétrica, obras paralisadas e hidráulica”. São quase 1,9 mil escolas nesta situação, atualmente.
O terceiro nível de problema de infraestrutura é o “complementar”, e se refere a “escolas com necessidades de baixa complexidade, tais como manutenção de piso de quadra de esporte, calçadas e reparos em portas e janelas”.
O diagnóstico do cenário de necessidade de reformas em escolas foi divulgado pelo governo do Estado, na última quinta-feira, 16.
Problemas mais comuns
O diagnóstico do governo do Estado também localizou os problemas mais frequentes de infraestrutura entre as 2,3 mil instituições da rede. Em 1.090 escolas, há problemas de infiltrações e goteiras. Os problemas de elétrica aparecem em 970 instituições, enquanto necessidade de reformas em muros e cercamentos atingem 910 colégios. Os banheiros não estão adequados em 810 escolas.
Cenário da infraestrutura escolar
–Infiltrações / goteiras - 1.090 escolas
–Estrutura - 990 escolas
–Elétrica - 970 escolas
–Muro e cercamento - 910 escolas
–Banheiros - 810 escolas
–Calçada - 810 escolas
–Portas / janelas - 790 escolas
–Quadra de esportes - 740 escolas
–Cozinha / refeitório - 710 escolas
–Telhado - 630 escolas
–Esgoto - 410 escolas
–Falta d'água - 130 escolas
–Pintura - 60 escolas
–Acessibilidade - 50 escolas
–Ampliação - 50 escolas
–Pátio - 40 escolas
*Com informações de GZH
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