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A taxa de desocupação no Brasil ficou em 8,1% no trimestre encerrado em novembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na manhã desta quinta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou levemente acima da mediana de 8,0% das estimativas na pesquisa Projeções Broadcast (intervalo de 7,8% e 8,4%). Em igual período de 2021, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 11,6%. No trimestre encerrado em outubro de 2022, a taxa de desocupação estava em 8,3%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 272,99 no trimestre encerrado em novembro. O resultado representa alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 2.787 bilhões no trimestre até novembro, alta de 7,1% ante igual período do ano anterior, de acordo com o IBGE.
No trimestre móvel de setembro a novembro de 2022, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) chegou a 108,4 milhões de pessoas, ficando estável frente ao trimestre de junho a agosto de 2022 e crescendo 1,0% (1,1 milhão de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2021.
Frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento nos seguintes grupamentos de atividades: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,6%, ou mais 307 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,8%, ou mais 319 mil pessoas). Os demais grupamentos não variaram significativamente.
O rendimento médio real habitual (R$2.787,00), frente ao trimestre móvel anterior cresceu nas seguintes categorias: Construção (7,5%, ou mais R$ 156), Transporte, armazenagem e correio (5,9%, ou mais R$ 152), Alojamento e alimentação (5,7%, ou mais R$ 96) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,6%, ou mais R$ 134). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Frente ao trimestre encerrado em novembro de 2021, houve aumento em Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (13,3%, ou mais R$ 213), Indústria (4,4%, ou mais R$ 113), Construção (13,1%, ou mais R$ 260), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,9%, ou mais R$ 164), Transporte, armazenagem e correio (8,1%, ou mais R$ 204), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (8,3%, ou mais R$ 312) e Serviços domésticos (6,6%, ou mais R$ 65). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Entre as posições na ocupação, em relação ao trimestre anterior, houve aumento nas seguintes categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (2,1%, ou mais R$ 55), Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (2,6%, ou mais R$ 106) e Conta própria (6,1%, ou mais R$ 128). As demais categorias não apresentaram variação significativa. Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve aumento em Empregado com carteira de trabalho assinada (5,3%, ou mais R$ 132), Empregado sem carteira de trabalho assinada (12,9%, ou mais R$ 210), Trabalhador doméstico (6,6%, ou mais R$ 65) e Conta própria (10,7%, ou mais R$ 216).
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