Homem é preso em Humaitá durante operação contra organização criminosa
Mandados judiciais foram cumpridos em Humaitá e Tiradentes do Sul
Publicado em 16/12/2022 às 14:10
Capa Homem é preso em Humaitá durante operação contra organização criminosa

Os municípios de Humaitá e Tiradentes do Sul, na região Celeiro, foram alvos nesta quinta-feira (15) da operação contra uma organização criminosa que comercializava e falsificava agrotóxicos de uso proibido no Brasil. De acordo com a Polícia Civil, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Humaitá e dois mandados de busca e apreensão em Tiradentes do Sul.

Durante as buscas, um indivíduo foi preso na cidade de Humaitá. Foram apreendidas também embalagens vazias de agrotóxicos e uma arma de fogo. A ação na região Celeiro ocorreu em conjunto entre Polícia Civil e Brigada Militar, como parte da grande operação coordenada pela Draco de São Luiz Gonzaga e Departamento de Polícia do Interior (DPI/Polícia Civil). As investigações iniciaram há cerca de um ano diante do diagnóstico de que o Rio Grande do Sul havia se tornado porta de entrada de agrotóxicos ilegais fabricados na China e na Índia, que ingressam no território brasileiro pelos países vizinhos da Argentina e Uruguai.

A organização criminosa tinha como sede principal a cidade de São Luiz Gonzaga e se dividia em 6 células, que eram compostas por 34 pessoas físicas e 3 pessoas jurídicas (empresas). Dois grupos menores, um deles sediado na zona rural de Roque Gonzales e outro em Humaitá, eram os responsáveis pelo fornecimento dos agrotóxicos proibidos e insumos usados na falsificação.

As demais 4 células se dividiam na falsificação dos produtos e embalagens, na venda dos agrotóxicos proibidos e na lavagem da renda do crime por meio de “laranjas”, tendo como sede principal a cidade de São Luiz Gonzaga.

Dentre as cidades que foram alvo da operação, destacam-se: São Luiz Gonzaga, Santo Antônio das Missões, Roque Gonzales, Bossoroca, Santiago, Itacurubi, Passo Fundo, Marau, Palmeira das Missões, Nova Ramada, Santo Ângelo, Giruá, Humaitá, Tiradentes do Sul e Cruz Alta no Rio Grande do Sul; além de Marialva no Paraná; e São Desidério, Novo Paraná, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Riachão das Neves na Bahia. Apurou-se que a organização era chefiada por um grupo de produtores rurais e empresários, alguns deles do ramo de insumos agrícolas, sendo que alguns deles movimentaram, em poucos meses mais de R$ 25 milhões em contas bancárias de “laranjas”.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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Foto Diego Macagnan
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