Foto de Andre Santos
A piracema começou no dia 1° de novembro e segue até o final de fevereiro de 2023. Durante este período fica proibida a pesca em lagos e rios. A medida ocorre na época de reprodução de peixes com o objetivo de impedir a pesca predatória e contribuir com a preservação das espécies. Neste período, alguns pescadores, sejam eles amadores ou esportivos, têm dúvidas sobre as espécies que não podem ser pescas e quais são as implicações em caso desta pesca ilegal. Para sanar as dúvidas de quem pratica pesca – seja ela amadora ou esportiva -, o comandante do 2º Grupo de Polícia Ambiental (Patram), com sede em Frederico Westphalen, sargento Fabiano Lima da Silva, concedeu entrevista à Rádio Luz e Alegria, no programa LA Regional, na manhã desta terça-feira, 29. Sargento Fabiano explica o que pode e o que não pode neste período. “Não pode pescar com redes, arrastão e espinheis em toda a bacia Rio Uruguai para que os peixes possam se reproduzir. Já a pesca com linha, pode. A gente precisa preservar essa fase reprodução dos peixes”, disse Fabiano Lima da Silva.
Como funciona a fiscalização?
Criadas em 1994, as Patrulhas Ambientais (Patram), são batalhões especializados da Brigada Militar (BM), destinados a realização da polícia ostensiva de proteção ambiental. Nessa época do ano, com o verão, as fiscalizações são intensificadas para justamente, evitar a pesca predatória ou qualquer tipo de crime ao meio ambiente – ou aqueles que fazem parte deles, como peixes, animais, entre outros. O sargento da Patram-FW, Fabiano Lima da Silva, destaca como é realizado o policiamento nesta época do ano. “A Patram percorre os rios, através da Polícia Ambiental de SC, no Rio Uruguai, na época da Piracema ou em qualquer época do ano. As pessoas não tem essa consciência que esse bem precioso vai acabar, no caso, os peixes em extinção. É comum encontrar pessoas com equipamento não permitido. Semana passada apreendemos mais de mil metros de redes, já em época de Piracema. Havendo o flagrante, é lavrado o termo circunstanciado e a pessoa responde por crime ambiental. O material é totalmente apreendido para realizar a ocorrência”, disse o sargento da Patram-FW Fabiano Lima da Silva.
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