Diante de todos os acontecimentos que nos cercam, e sábio questionar-se de onde estas coisas vêm. Vivemos num mundo, onde as pessoas buscam e criticam tudo, e com pesar, muitas vezes, por serem críticos superficiais, aceitam as coisas como veem, como sentem ou, como acham que sabem. Na minha formação em filosofia, houve dois momentos que me fizeram rever as coisas nas quais eu criticava. Para a minha surpresa, a primeira foi ao ler a seguinte frase: “Não importa quantos cisnes brancos você veja ao longo da sua vida. Isso nunca lhe dará certeza de que cisnes negros não existem.”
Esta frase foi escrita por um filósofo chamado Karl Popper, nas suas palavras podemos perceber que, de modo bem simples, não importa quanta fumaça vejamos, isso não significa que onde tem fumaça tenha fogo. Dessa forma podemos perceber que não devemos ficar apenas em conhecimentos superficiais e de “achismos” sobre as coisas que nos cerca. A outra coisa que me ocorreu, foi ter ouvido a seguinte frase: “A filosofia não me trouxe felicidade”.
Descontextualizada pela pessoa que a falou, sendo esta frase do querido Padre Zezinho, em uma de suas músicas. É fato que pensar firme, com seriedade não vai nos trazer felicidades, mas sabemos que as coisas nunca são o que parecem ser, após uma boa verificada e uma boa suspensão de juízo conseguimos olhar claramente muitas coisas. Diante de tudo aquilo que o mundo nos apresenta, não podemos viver e fazer apenas as coisas que nos agradam, claramente não podemos fazer coisas que não são agradáveis, mas devemos entender que enquanto alguns criam consciência do que é certo, outros criam consciência do que é bom. E entre o que é certo e o que é bom, existe uma grande diferença.
