O treinamento físico é algo fantástico, são tantas variáveis e possibilidades de intervenção e isso é algo que mais me atrai no trabalho com o treinamento. Montar, modular, ajustar e reajustar os trabalhos é algo que sempre me estimula na busca de resultados.
Até mesmo na musculação, que de uma forma simplista, se resume em gerar uma sobrecarga muscular utilizando resistências (implementos, máquinas ou peso corporal) na busca de força, hipertrofia, emagrecimento. Possibilita a busca dos resultados de inúmeras formas, que vão muito além da metodologia aplicada, mas também em quem se aplica essa forma de treinamento proposto.
Existem exercícios que são ideais para alguns, menos eficientes para outros e até prejudiciais em alguns casos, aliado a isso está o prazer que estes exercícios proporcionam para quem pratica. Por isso, buscar entender o aluno é fundamental para o bom efeito do treinamento.
Quando falo de treinamento alguns podem falar como sou teórico, e isso para mim é um grande elogio, porque a teoria se faz pela busca de conhecimento constante e infelizmente isso está se tornando um diferencial atualmente. Mas essa teoria é fundamental quando confrontada com as experiências práticas e isso dará profundidade ao conhecimento.
Tenho mais de 20 anos trabalhando com atividades físicas e competitivas, por aí já passaram certamente mais de 1.200 atletas, fora os alunos amadores. Em princípio todos os anos preciso trabalhar o emagrecimento, hipertrofia, ganhos de força e capacidade atlética específica. Mas nem sempre o mesmo trabalho gera os mesmos resultados, por isso o conhecimento e prática possibilitam ações diferentes buscando os mesmos objetivos. Então, a teoria embasa a prática e esta reforça o conhecimento teórico na busca dos resultados, por isso o bom profissional precisa buscar as duas formas de conhecimento, isso o qualifica.
Acredito muito na periodização de treinamento para os alunos (de como este programa vai evoluir no decorrer do tempo), pensando este em função das capacidades que os alunos possuem ou não (desequilíbrios musculares, limitações por lesões ou doenças, etc). O treino para um iniciante deve ser diferente se este for adolescente, adulto ou idoso, se é saudável ou possui lesões ou doenças, etc. A evolução do treino deverá ser gradual conforme a evolução destes, enquanto estava como professor em academia, tinha uma aluna de 67 anos que treinava cargas e volumes maiores que mulheres jovens e isso ocorreu de forma gradual.
Não existe exercício perfeito (pensar assim é algo limitado), existem vários fatores que definem uma melhor escolha do exercício (ativação muscular, sobrecarga, amplitude do movimento, tensão muscular e conexão mente-músculo), porém não existe ainda um exercício que atenda todos estes requisitos com excelência e, portanto, a variação deles é algo fundamental, bem como o volume de treino trabalhado.
Por isso é errado pensar que não utilizar um exercício específico atrapalhará os resultados, já que não existe o exercício perfeito, o resultado será afetado se não for feito trabalho para aquele grupamento muscular, pois existem muitas variações de exercícios e alguma vai se adequar à atual realidade do aluno, com o tempo esta realidade mudará alterando os exercícios, formas de treinar e volume do planejado.
Por isso estudar é fundamental e aplicar na prática irá aprimorar o seu conhecimento, esse conhecimento trará também segurança na execução, visão dos resultados futuros e capacidade de corrigir e ajustar o trabalho caso não esteja trazendo os resultados previstos.
Assim se qualifica e agrega o conhecimento do profissional, aliando a teoria e a prática na busca do crescimento. Enquanto bons profissionais estão em constante busca de conhecimento os limitados estão sempre cheios de certezas.
Abraço!!!
