Louvado seja Jesus Cristo
Que nos ama!
Ademais, na arquidiocese de Braga, fica o Santuário do Sameiro, dedicado à Imaculada Conceição de Maria, aonde terá ido com
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seus paroquianos
O Beato Manuel, uma vez pároco, nunca esqueceu a devoção a Nossa Senhora.
Procurou incentivá-la entre os fiéis. Sendo padroeira da paróquia de Nonoai Na. Sa. da
Luz o impeliu ainda mais a promover a devoção mariana. Temos referências no
depoimento de testemunhas contemporâneas, que vem corroborar a devoção mariana do
biografado. Zulmira Daronch Ziani, irmã do Adílio, que conheceu o Padre Manuel, foi
sua aluna de aula e de catequese e com ele fez a 1 ª comunhão, afirma: “O Padre Manuel
era devoto especialmente de Nossa Senhora da Luz, devoção que trouxe da Espanha e a
introduziu na paróquia”. Parece, que Nossa Senhora teve uma especial predileção pelo Padre Manuel,
pois o mês de maio, o mês de Maria, lhe marcou a vida. Em maio ele nasceu; em maio
foi ordenado sacerdote; em maio foi coroado com a palma do martírio. Após a morte,
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foi encontrado no bolso da sotaina o rosário, que ele rezava também durante suas viagens pastorais.
Mais do que da Espanha, a devoção de Na. Sª. da Luz é maior em Portugal (Cf. RUBERT, A. Os
Trinta títulos de Nossa Senhora na diocese de Frederico Westphalen. Santa Maria, Editora Pallotti: 1988,
II PARTE
EM PORTUGAL
TRÂMITES PARA PASSAR À ARQUIDIOCESE DE BRAGA
Motivos alegados: O Padre Manuel, em sua diocese original, exercia o
ministério como coadjutor sucessivamente em duas minúsculas paróquias. A diocese de
Túi tinha abundância de clero, ao passo que a vizinha arquidiocese de Braga sofria
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então de escassez de clero. Saído de uma família pobre e ele mesmo pobre pensou
melhorar sua situação e ajudar seus familiares que o tinham ajudado com sacrifício nos
seus estudos. Um sacerdote jovem, cheio de vida, não se conformava com tão pouco
trabalho. Poderia dar mais de si se houvesse espaço. A Providência veio-lhe ao
encontro. Estando vacante a paróquia de Na. Sa. do Extremo em Arcos de Valdevez, na
arquidiocese de Braga, foi convidado a assumir aquela paróquia. Os paroquianos
falaram com o arcebispo de Braga para que autorizasse o padre espanhol para ser seu
pároco. Diante da falta de candidatos, o arcebispo mostrou-se favorável. Mas precisava
da autorização de seu bispo.
Trâmites legais: Aberto este caminho, o Padre Manuel, expondo os motivos,
que o levava a exercer o ministério na arquidiocese vizinha, em carta de 21 de março de
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1905 pedia as demissórias, isto é, a excardinação, para poder se incardinar em
Braga, a fim de poder ser nomeado pároco do Extremo. Houve certa demora na
resposta, pois o Padre Manuel, em carta de 10 de abril do mesmo ano, renova o pedido,
especificando melhor os motivos que o levava a exercer o ministério paroquial na
arquidiocese de Braga. Aliás, o Pe. José Lourenço Pereira, pároco de Las Nieves,
em carta à Cúria diocesana de 14 de abril recomendava o pedido de seu coadjutor.
O bispo de Túi, D. Valeriano Menendez Conde, a 15 de abril de 1905, mostra-
se favorável e manda expedir o decreto de excardinação, que traz a data de 5 de maio de
1905. Mas deu-se um impasse jurídico.
Façamos a oração da divina misericórdia...
Para isso, recebam a Benção de Deus Todo Poderoso:
O Pai, o Filho, o Espírito Santo. Amém.
Fiquem na paz e no amor de Deus!
