Louvado seja Jesus Cristo
Que nos ama!
Família: Foi nesse ambiente simples e agreste que vivia o casal José Gomez
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Rodrigues e Jesusa a Gonzalez Durán, modestos agricultores, que casaram a 29 de julho
de 1876 perante o pároco Pe. Manuel Rosendo Pérez, sendo ele filho de Antônio e
Jesusa Gomes Rodrigues, com 24 anos de idade; ela era filha de Calisto Gonzalez e
Maria Durán, com 23 anos de idade. Serviram de testemunhas João Durán e João Gomez.
A 29 de maio de 1877 tiveram a alegria do primeiro filho, nascido à meia-
noite, que lhe deram o nome de MANUEL, batizado no dia seguinte na igreja matriz de
S. José de Ribarteme pelo pároco Pe. Manuel Rosendo Pérez. Foram padrinhos José
Carbalho e Maria Gonzalez 3 2. Segundo depoimento do pároco, a família do beato
Isto encontra-se:
1- Arquivo da Paróquia de San José de Ribarteme, Livro I de Matrimônio, fl. 32.
2- Idem, Batizados, L. II, f 105.
“tem sido sempre respeitada por suas virtudes cívicas, morais e religiosas”. O
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casal teve 5 filhos: Manuel, Pastora, Cândida, Avelino e José 5 4. A mãe do Padre
Manuel veio a falecer a 25 de março de 1937. O pai sobreviveu ao filho, vindo a
falecer a 11 de agosto de 1923. Dos irmãos do Padre há poucas notícias. Pastora casou,
teve um filho e cedo enviuvou. Existe uma carta do Padre Manuel a ela dirigida desde
Nonoai a 13 de agosto de 1918. Ela sobreviveu a todos os irmãos, vindo a falecer a 13
de agosto de 1963, aos 83 anos de idade. Cândida casou com José Puga, o qual,
deixando-a na Espanha, esteve com o Padre Manuel em Nonoai, provavelmente para
trabalhar por algum tempo e conseguir algumas economias para depois voltar à Espanha
e ajudar a família. Conforme carta do Padre Manuel, seu cunhado Gil Puga era um bom
rapaz. Mas muito descansado. Era intenção do padre que, após dois anos de trabalho e
economia, reenviá-lo à sua terra para viver com sua mulher. Ele, porém, deixou as
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práticas religiosas. Quando faleceu quiseram levá-lo à igreja para os funerais.
Opuseram-se terminantemente algumas pessoas religiosas, alegando que ele nunca
frequentava a igreja. Dos outros irmãos só foi possível ter alguma notícia do caçula
José, o qual, em 1918, era solteiro e noivo de certa Maria, sendo convidado pelo Padre
Manuel a vir ao Brasil.
Manuel cresceu num clima pacato e religioso, recebendo boa educação cristã.
Frequentou o Catecismo e a Escola primária do torrão natal. Ainda criança, foi crismado
na igreja paroquial de Santiago de Ribarteme por D. João Maria Babero, bispo de Túi,
sendo padrinho José Sequeiros y Pilar. Cedo sentiu atração para o sacerdócio.
O Padre Manuel, em carta de 13.8.1918 à sua irmã Pastora, diz que no dia 25 de março rezou uma missa
“por mi querida Madre”. E no dia 25.8 iria rezar outra.
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Illa Linhares Piccoli,
depõe que o Padre Manuel “tinha um hotel junto com seu cunhado vindo da Espanha, chamado Quinto Gil Puga. Vivia “ajuntado” com uma mulher, pois sua esposa estava na Espanha. Nunca se viu o Quinto ir à Igreja. Quando ele morreu, o Quinto, houve gente que quis arrombar a igreja para velar o seu corpo...”
D. Illa interveio dizendo que o finado nunca vinha à igreja e protestou contra a “Barbaridade” de profanar a igreja”. Uma lição do passado!
Estudos eclesiásticos: Manuel, devido à pobreza dos pais, não pôde se
matricular no Seminário diocesano de S. Pelayo, pois o bispo proibira nele matricular-se
como internos os que não podiam pagar pensão.
Façamos a oração da divina misericórdia...
Para isso, recebam a Benção de Deus Todo Poderoso:
O Pai, o Filho, o Espírito Santo. Amém.
Fiquem na paz e no amor de Deus!
