Louvado seja Jesus Cristo
Que nos ama!
Na Carta Apostólica sobre o Advento do Terceiro
Milênio, datada de 10 de novembro
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de 1994, o papa São João Paulo II chamou a tenção para o testemunho de muitos mártires no
final do primeiro milênio e, principalmente, ao longo do Século 20.
“A Igreja do Terceiro Milênio nasceu do sangue dos Mártires” – afirmou o Santo
Padre. E continuou: “A Igreja nunca se teria desenvolvido e consolidado, se não tivesse
havido aquela sementeira de mártires e aquele patrimônio de santidade, que
caracterizaram as primeiras gerações cristãs”.
E prosseguiu o Papa na sua Carta Apostólica: “No final do 2 o Milênio a Igreja
tornou-se novamente a Igreja dos Mártires... As perseguições contra os crentes
realizaram, no final deste Milênio, uma grande sementeira de mártires em várias partes
do mundo: eles derramaram o seu sangue por Cristo e em defesa da fé. É um
testemunho que não se pode esquecer”. Por isso, conclui João Paulo II, “impõe-se que
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as Igrejas locais (isto é, as Dioceses) tudo façam para não deixar perecer a memória
daqueles que sofreram o martírio, recolhendo a necessária documentação”, com vistas à
sua possível beatificação ou canonização.
Estas palavras do Papa foram para a nossa Diocese uma convocação. Pois nos
fizeram pensar nos ‘Mártires do Alto Uruguai’: O Pe. Manoel Gomez Gonzalez, Pároco
de Nonoai, e o jovem Adílio Daronch, que a 78 anos atrás, no dia 21 de maio de 1924,
na localidade de Feijão Miúdo, hoje, Padre Gonzalez, próximo a Três Passos, foram
cruelmente mutilados e barbaramente assassinados, tombando como vítimas do seu
dever, e selando com o próprio sangue a sua fidelidade a Deus, a Cristo e à Santa Igreja.
Começamos então a recolher toda a documentação existente. Reunimos os
numerosos pedidos a eles dirigidos, e as inúmeras graças alcançados por sua
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intercessão, principalmente Santuário Nossa Senhora da Luz, em Nonoai, onde
repousam seus restos mortais. Em seguida, foi nomeado o Postulador da Causa
Diocesana na pessoa do Pe. Arlindo Rubert, então Pároco da Catedral, apaixonado pela
pesquisa histórica e profundo conhecedor da vida e do ministério do Pe. Manoel Gomez
Gonzalez na Região do Médio Alto Uruguai, o Pe. Manoel foi o pioneiro da
evangelização e incansável missionário das terras que hoje são abrangidas pelo território
da Diocese de Frederico Westphalen.
Obtido o ‘Nihil Obstat’ da Sagrada Congregação das Causas dos Santos, foram
nomeadas as pessoas para compôr o Tribunal Eclesiástico Diocesano. E no dia 14 de
junho de 1996, festa do Sagrado Coração de Jesus, na presença dos sacerdotes e
seminaristas da Diocese; de religiosos e religiosas, e de um número de fiéis leigos da
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paróquia da Catedral e de outras paróquias, em sessão solene presidida pelo Postulador
Diocesano, Pe. Arlindo Rubert, foi introduzida a Causa de Beatificação ou Declaração
de Martírio dos Servos de Deus Pe. Manoel Gomez Gonzalez e do jovem Adílio
Daronch.
Concluída a Causa Diocesana, a mesma foi levada a Roma em setembro de
1998 pelo Bispo Diocesano, que a entregou ao Postulador da Causa em Roma, Pe. Paolo
Lombardo. Em outubro do mesmo ano, Pe. Paolo Lombardo veio a Frederico
Westphalen para complementar e orientar a redação definitiva da Causa, e encaminhá-la
em seguida à Congregação das Causas dos Santos, onde continua tramitando.
Façamos a oração da divina misericórdia...
Para isso, recebam a Benção de Deus Todo Poderoso:
O Pai, o Filho, o Espírito Santo. Amém.
Fiquem na paz e no amor de Deus!
