Concluída desinfecção de focos comerciais da Doença de Newcastle no Oeste de Santa Catarina
Vigilância epidemiológica atinge 100% dos estabelecimentos comerciais na área de monitoramento
Publicado em 03/11/2026 às 08:53
Capa Concluída desinfecção de focos comerciais da Doença de Newcastle no Oeste de Santa Catarina

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) finalizou as etapas de limpeza e desinfecção nos três estabelecimentos comerciais afetados pela Doença de Newcastle no Oeste do estado. De acordo com boletim divulgado pela instituição, o monitoramento preventivo cobriu 70 propriedades comerciais na região delimitada, todas com laudos laboratoriais negativos para a enfermidade avícola.

O encerramento dos procedimentos de higienização nas unidades marca o ingresso das propriedades rurais na fase de vazio sanitário, período previsto nos protocolos de defesa sanitária para garantir a eliminação de riscos de transmissão.

Ações em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim

As medidas de contingenciamento tiveram início após a identificação do primeiro foco da doença, confirmado em 18 de outubro em um lote comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, resultando no sacrifício sanitário de 6.526 aves. As etapas de desinfecção na propriedade foram encerradas entre 21 e 23 de outubro.

O segundo foco, localizado no município de Coronel Freitas, teve confirmação em 24 de outubro e exigiu a depopulação de 33.993 aves. O terceiro ponto, detectado em Nova Erechim no dia 26 de outubro, envolveu a eliminação de 6.799 aves, com os trabalhos de limpeza e desinfecção concluídos em 30 de outubro.

A operação de resposta à emergência sanitária mobiliza mais de 80 profissionais do serviço veterinário oficial. As equipes atuam no mapeamento de mais de 2,7 mil propriedades de subsistência situadas no raio de vigilância epidemiológica, além de manter quatro postos de fiscalização e barreiras sanitárias para a desinfecção de veículos em trânsito.

A Cidasc reiterou que a situação permanece sob controle das autoridades sanitárias. A companhia destacou que as ações adotadas permitiram “neutralizar o risco de disseminação viral” nos locais atingidos e reforçou o pedido para que os avicultores intensifiquem os protocolos de biosseguridade, impedindo qualquer contato das criações com aves de vida livre.

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