?O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, onde o termo “espectro" refere-se à variação, já que alguns indivíduos podem ter sintomas leves a moderados e/ou disfunções severas. Os sintomas e comportamentos atípicos aparecem na primeira infância (de 0 a 6 anos) e, normalmente, são observados por familiares, cuidadores ou profissionais da educação.
Alguns dos comportamentos são:
- Falta de controle sobre os próprios sentimentos (ataques de raiva/tristeza);
- Dificuldade de atenção, concentração e socialização;
- Pouca ou quase nenhuma vontade de falar (atraso na fala);
- Seletividade alimentar;
- Pouco ou falta de contato visual;
- Tendência de brincar só;
- Incômodo em ambientes barulhentos ou muito iluminados;
- Movimentos oscilantes e repetitivos de tronco, mãos e cabeça;
- Apego extrema a objetos;
Ecolalias (falas repetidas e sem função comunicativa).
*Por si só estes comportamentos não significam que o indivíduo tenha TEA, mas são pontos de atenção e devem ser discutidos com o médico assistente ou demais profissionais da saúde.
- Diagnóstico:
O diagnóstico é realizado por médicos no âmbito clínico, por meio de observações, avaliações físico-comportamentais e entrevistas com familiares. Para chegar no diagnóstico é fundamental a participação de equipes multidisciplinares.
O Transtorno do Espectro Autista não é uma doença, portanto, não demanda cura, mas observa-se ganhos significativos quando diagnosticado precocemente e quando realizadas as terapias adequadas para cada indivíduo, que devem ser acompanhadas pelos familiares/cuidadores.
- Tratamento:
O tratamento precoce pode auxiliar o indivíduo no desenvolvimento de novas habilidades para uma vida com mais autonomia. Também são importantes intervenções multidisciplinares com profissionais das áreas de psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, pedagogia e psicopedagogia, com o objetivo de evoluir as habilidades sociais, motoras e cognitivas. O tratamento varia de acordo com as necessidades de cada indivíduo e, em alguns casos, o acompanhamento pode durar a vida toda.
É fundamental a presença da tríade composta por profissionais de saúde, família/cuidadores e escola. As intervenções também devem ser acompanhadas de cuidados gerais, como maior acessibilidade em ambientes físicos e sociais.
- O Espectro Autista e a família:
Há um grande impacto emocional nos familiares após o diagnóstico. Até entenderem o que o espectro autista representa, muitos expressam angústia, tristeza, sentimentos de baixa autoestima, culpa e, até mesmo, estresse conjugal.
Surgem perguntas aflitas, como: “Meu filho (a) vai interagir?", “Vai se comunicar?", “Como será a aprendizagem?", “Quando vai começar a falar?".
A ansiedade é constante na relação da família com os profissionais, mas no decorrer do tratamento vão percebendo que para as evoluções ocorrerem é fundamental todos assumirem o seu papel. ?
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