Foto de Diego Macagnan
Hoje, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher, uma data que celebra as conquistas sociais, políticas e culturais das mulheres ao redor do mundo, e reconhece a luta histórica das mulheres por igualdade de direitos e oportunidades.
A data tem origem em manifestações de mulheres trabalhadoras que ocorreram no final do século XIX e início do século XX, em que elas exigiam melhores condições de trabalho e o direito ao voto. Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
Apesar dos avanços conquistados, as mulheres ainda enfrentam desigualdades e discriminações em diversas áreas, como no mercado de trabalho, na política, na educação e na saúde. Por isso, é importante que essa data seja uma oportunidade para refletir sobre a luta das mulheres e sobre a importância de continuarmos trabalhando juntos pela igualdade de gênero e pelos direitos das mulheres.
Em Frederico Westphalen, a primeira vereadora eleita foi Graciosa Reis (Arena), mas devido a problemas não pode assumir a legislatura, isso em 1976. Neusa Turra (MDB) chegou a assumir a posição de vereadora, mas somente em algumas sessões.
Demoraram duas décadas para que a primeira mulher, de fato, assumisse a cadeira de vereadora, e Teresinha Gasparin Maglia (PT), na legislatura de 1997 – 2000. Teresinha foi eleita em 3 de outubro de 1996, 437 votos. Também neste período, Odite Bossoni Caovilla, que havia ficado como suplente, assumiu a vaga de vereadora ao haver a nomeação de algumas administrações de Orlando Girardi (PP), que possibilitou, a Frederico Westphalen, ter, pela primeira vez, suas duas primeiras vereadoras.
No Dia Internacional da Mulher, o Complexo Luz e Alegria, convidou Aline Ferrari Caeran (Progressistas) para contar sua experiência por ser a única vereadora na atual legislatura (2021 – 2023) e seus desafios na Câmara de Vereadores de Frederico Westphalen. Aline Ferrari Caeran foi eleita nas eleições de 2020, somando 641 votos.
Mesmo a política ser historicamente um reduto masculino, Aline Caeran, fala sobre os desafios que todas as mulheres enfrentam, apesar de muitos avanços ao longo das décadas.
— De fato, nós evoluímos muito como sociedade, foram muitas as lutas das mulheres para chegarmos onde estamos hoje, mas encontramos diversas barreiras em vários seguimentos sociais. A busca por direitos e salários. Temos uma cultura muito machista, não me dirijo só aos homens, mas acabamos introjetando em nós mesmas que não somos capazes. E sim, nós conseguimos fazer e conquistar os nossos direitos —, disse Aline Caeran.
Sendo a única vereadora da Câmara de Frederico Westphalen, Aline Caeran, avalia a dificuldade que enfrenta na política. Para Aline ser a única vereadora nesta atual legislatura, o “peso” seria menor se ela dividisse a bancada, justamente, com outra mulher.
— A política que é um campo tido como masculino. Hoje, se olharmos para Frederico Westphalen, normalmente, uma vereadora foi eleita por pleito. Isso é uma realidade. Por que isso acontece? Mulher não vota em mulher? Quando a gente fala em uma cultura machista, nós mulheres, achamos que nós não somos capazes. Preciso abrir o campo para outras mulheres poderem se fortalecer. O dia da mulher é todos os dias, não só hoje — disse Aline Caeran.
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