Terra Indígena do Guarita em alerta!
Prefeito de Redentora, Denilson Silva, comenta ações do município e do estado para atender a maior reserva indígena do RS
Publicado em 21/02/2023 às 15:26
Atualizado em 22/02/2023 às 07:46
Capa Terra Indígena do Guarita em alerta!

Foto de Carlos Macedo / Agencia RBS

Nas últimas semanas, a falta de atendimentos básicos aos povos indígenas na Terra Indígena do Guarita colocou a região e o Rio Grande do Sul em alerta. Equipes da Secretaria da Saúde (SES) estiveram, entre os dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, no território para conhecer a realidade dos indígenas na etnia Kaingang, em especial em relação às crianças e às gestantes. Eles enfrentam carência de atendimento de saúde, saneamento básico, habitação, segurança alimentar e abastecimento de água.
Com o intuito de resolver essa situação de calamidade pública, Arita Bergmann, titular da pasta da Saúde estadual, recebeu o prefeito de Redentora, Denilson Silva, e o cacique da Terra Indígena Guarita, Joel Ribeiro de Freitas, entregaram ofícios solicitando a criação e a habilitação de um ambulatório especializado em saúde indígena no Hospital Santo Antônio, de Tenente Portela. 

O pedido foi reforçado por documentos da Prefeitura e do próprio Hospital, que indicou o Programa Assistir, incentivo financeiro estadual destinado ao fomento de ações e serviços de saúde em hospitais contratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
A demanda será avaliada pelo Departamento de Gestão Especializada (DGAE) e pelo DAPPS, da SES. O governo do Estado mantém a parceria com o Hospital Santo Antônio e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, contrate de equipes de saúde para o atendimento regular das comunidades. O prefeito Denilson Silva comunicou que, nesta sexta-feira, 17, conseguiu a ser entregues caixas d'água que a Prefeitura de Redentora adquiriu com recursos da SES, por meio do Programa Estadual de Incentivos para Atenção Primária à Saúde (Piaps). A prefeitura e as secretarias estaduais articulam o apoio da Defesa Civil Estadual e do 27º Grupo de Artilharia de Campanha para o reforço no fornecimento de água com caminhões-pipa.

Durante entrevista à Luz e Alegria na manhã desta terça-feira, 21, o prefeito de Redentora, Denilson Silva, contou que esses fatos vêm ocorrendo na Terra Indígena do Guarita. Do final de janeiro até agora, foram feitos diversos esforços para os índios tenham uma vida digna e com as mesmas condições que os demais habitantes da região celeiro. 

- A princípio nós somos até o estado com o cacique da terra indígena do Guarita, quando iniciou essa pauta das mortalidades na Terra Indígena. E no momento, Redentora, contratou o médico para atender a terra Indígena do Guarita. Este foi o primeiro ato do município, pois eu penso que Redentora não tem reserva indígena e não tem comunidade, é um povo só. É um território só. E todos têm direito a saúde. Nós emergencialmente fizemos e contrato com médico atender nas sextas-feiras na terra indígena. Foi um plano rápido emergencial como caixas d’água, transportes para o Hospital Santo Antônio de Tenente Portela. A gente fez através do plano de trabalho e nós vamos conseguir mais 730 caixas d’águas para reserva. Todos são iguais e necessitam dos mesmos direitos —, disse Denilson Silva.

A área Indígena do Guarita, a maior reserva do Rio Grande do Sul, abriga uma população de mais de 2.500 indígenas, das tribos Kaingang e Guarani, em aproximadamente 25 mil hectares de terra, repleta de fauna, flora e cultura diversificada.

Desde o dia 7 deste mês, iniciaram as consultas de gestantes indígenas para o acompanhamento de pré-natal no Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela. A ação foi definida entre SES, hospital, Sesai e município de Redentora. Crianças menores de dois anos previamente avaliadas pela equipe de saúde do território também receberão atendimento emergencial no Hospital Santo Antônio. Essa é uma estratégia emergencial enquanto Sesai e município de Redentora se articulam para realizar o acompanhamento de pré-natal das gestantes e das crianças indígenas regularmente. 

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Diego Macagnan