Desde 1998, o Brasil possui a lei para a placa preta disponível para veículos com mais de 30 anos de fabricação. A placa preta é concedida em condições específicas para veículos de coleção. É um item disponível para carros, motos e caminhões antigos.
Dentro de um dos itens para a possibilidade de emplacamento de veículos com a placa preta, além do tempo de fabricação, está a manutenção de características originais do veículo, tendo em vista a preservação de 80% dos itens de fábrica, peças originais e em ótimo estado de conservação.
O veículo não necessariamente precisa integrar uma coleção, no entanto, dentro de um dos requisitos, está o de apresentar o Certificado de Originalidade, reconhecido pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Normalmente, a vistoria e o laudo para a certificação, são realizados através de técnicos, às vezes engenheiros mecânicos, ligados a clubes de veículos antigos reconhecidos pelo DENATRAN, como um dos requisitos para o emplacamento com a placa preta.
O representante do Clube Carros de Coleção Placa Preta de Bento Gonçalves-RS, Paulo Béria, diz que hoje em dia o procedimento inicial da certificação é bem simples, realizado através de fotos e vídeos que são encaminhados para ele, dando procedimento ao trâmite por reconhecimento de um clube.
A partir da emissão desses documentos, há o procedimento de troca de documentos do veículo e das placas, através de vistoria presencial realizada em representante do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), o qual apenas acata a certificação do clube que emitiu o documento da autenticidade do veículo.

Representante Paulo Béria em Encontro Brasileiro de Autos Antigos de Águas de Lindóia-SP, que volta a acontecer neste ano de 8 a 11 de Junho.
Páginas
Algumas páginas do clube Carros de Coleção Placa Preta e Mercosul:
Ainda segundo Paulo Béria, uma informação importante é a de que a pessoa que possua o certificado de originalidade para um veículo com mais de 30 anos, em caso de envolvimento em sinistro de trânsito, o documento garante as ações legais de garantia e tratamento especial para ressarcimento devido aos anos.
Placa
Atualmente, a placa preta para veículos é no padrão Mercosul de emplacamento. Desse modo, pelo menos em relação aos veículos produzidos há 30 anos atrás, estes possuem o padrão com número de série com três letras e quatro números. Mesmo após um hiato de dois anos em relação as novas placas do Mercosul, em 2022, a placa preta foi disponibilizada para carros antigos no padrão Mercosul.

Proprietário
De Frederico Westphalen, Leandro Mazzutti, proprietário de uma GM (General Motors) Veraneio 1967 da Chevrolet, Chassi C-14 Nº200, adquiriu o veículo com 56 anos de fabricação em Curitiba-PR no ano de 2017 e após um procedimento de restauração do carro, como lataria, motor, parte mecânica e pintura, deu início ao procedimento de emplacar o carro com a placa preta em 2018, no último período antes ao padrão Mercosul de placas.
Segundo Mazzutti, na época, o procedimento para o emplacamento custou cerca de R$2 mil, tendo em vista a avaliação presencial do veículo em Caxias do Sul-RS, sobretudo em relação aos custos de deslocamento.
Para Mazzutti, a placa preta em sua Veraneio trata-se de uma valorização do projeto quanto a manutenção e conservação do veículo, priorizando a sua originalidade. “De certa forma fico orgulhoso, eu acho que valoriza também o veículo tanto na questão financeira-estética e também sentimental, sendo uma valorização completa com a placa preta”, comentou Mazzutti.
Alguns itens originais da Veraneio são especiais, como o freio original, motor com dínamo, pneus conforme a originalidade da época no final dos anos 1960, teto, estofamento, volante, entre outros itens.
Publicado por
